sexta-feira, 15 de junho de 2012

“O amor se esgota.


Eu descobri isso ontem, quando o ex namorado da minha irmã ligou pra ela. 3 meses, 3 meses esperando qualquer sinal dele. Qualquer ligação, qualquer aparição, qualquer sinal de fumaça. E ele nada, e ele desaparecido. Não digo totalmente desaparecido, entendam isso como: E ele desaparecido da vida dela. Minha irmã diariamente recebia notícias dele, e era sempre como: Ontem eu vi seu ex numa balada que eu fui, ele está melhor do que nunca. E minha irmã deveria pensar coisas do tipo: Como ele podia estar bem, quando eu estava tão mal? Eu via ela chorar o dia inteiro, eu ouvia ela reclamar pra mim, pras amigas, e pra quem mais quisesse ouvir o quanto ela sentia falta dele. Ela o amava como ninguém mais o amaria, e ela fez de tudo por ele. Isso durou até semana passada. Minha irmã havia finalmente saído do transe em que ela estava, ela havia finalmente… Acordado. Colocou um vestido apertado, um sapato alto e saiu. Lembro até dela ter me chamado para ir, e ela estava com um sorriso enorme no rosto. Minha irmã saiu com as amigas de segunda à sexta, aproveitou tudo aquilo que ela tinha perdido. E ontem ele finalmente ligou. 
“Você estava bonita ontem.” 
“Você me viu?” 
“Sim. Parece estar feliz.”
“Sim, finalmente.”
“Fico feliz por você, estou com saudades.”
E então, ela me surpreendeu. Não respondeu nada. Não chorou, não resmungou, não fez pirraça, não surtou. Simplesmente desligou o telefone, se arrumou, e saiu novamente. Disse que se ele ligasse, que era pra dizer que ela não estava. E que nunca estaria. 
A necessidade por uma pessoa se esgota. E o amor também. Não importa qual tamanho seja ele, não importa quão enorme ele seja. O amor simplesmente se esgota.”
“ Você pode chorar por ele ter ido embora, ou pode comemorar por ser a mulher maravilhosa que ele perdeu. A escolha é sua.
“ Os mortos recebem mais flores que os vivos, porque o remorso ė mais forte que a gratidão. Mac Anderson.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

“Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez.” Caio Fernando Abreu 

terça-feira, 5 de junho de 2012

O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele.
Só toma cuidado. Eu também sei esquecer, também sei ignorar e também consigo machucar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Voltei a escrever! Não vou parar nunca, por mais inútil que seja (e talvez não seja).

Voltei a escrever! Não vou parar nunca, por mais inútil que seja (e talvez não seja).
(Caio Fernando Abreu, carta a Nair Abreu)


A vida era muito dura. Não chegávamos a passar fome ou frio ou nenhuma dessas coisas. Mas era dura porque era sem cor, sem ritmo e também sem forma. Os dias passavam, passavam e passavam, alcançavam as semanas, dobravam as quinzenas, atingiam os meses, acumulavam-se em anos, amontoavam-se em décadas — e nada acontecia. Eu tinha a impressão de viver dentro de uma enorme e vazia bola de gás, em constante rotação.
(Caio Fernando Abreu.  Réquiem por um fugitivo, in: O Ovo Apunhalado)


“Prefiro morrer sabendo que estive com você do que passar toda uma eternidade vivo, mas sem você do meu lado.”
(O Homem Bicentenário)

“Nunca confessei abertamente o meu amor, mas se é verdade que os olhos falam, até um idiota teria percebido que eu estava apaixonada.”

(O morro dos ventos uivantes)